!ARMAS INVENCÍVEIS ----------- ARMAS INVENCÍVEIS!: Agosto 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PASTORADO FEMININO

Pr. Aloizio Penido



Todas as vezes que tentamos interpretar a Palavra de Deus com radicalismo, erramos gravemente porque a Bíblia é um livro contemporâneo e, como tal, precisa ser interpretado à luz da contemporaneidade. A teologia é a mesma, não muda, mas a eclesiologia, os aspectos culturais, os costumes e até mesmo a liturgia devem receber uma nova roupagem e diferente compreensão em tempos diferentes. É isto que torna a Palavra de Deus viva.




Introdução

Confesso que a priori tenho minhas resistências à consagração de mulheres ao pastorado. No entanto, estou convencido de que este posicionamento se deve às minhas raízes culturais e eclesiásticas. Por esta razão, procurarei ser o mais isento possível na análise desta matéria.

O papel que a mulher vem desempenhando no mundo de hoje tem sido de grande relevância em todas as áreas e camadas da sociedade. Há mulheres em todas as modalidades esportivas, pilotando aviões, nas polícias militar e civil, no exército, ocupando cargos políticos nas prefeituras e nos governos estadual e federal. Não só no Brasil, como em muitos países ao redor do mundo, as mulheres estão prestando excelente serviço em todas as camadas da sociedade. Nas mais diversas repartições publicas e privadas o elemento feminino tem sido de vital importância.

Está ficando para trás o tempo em que a mulher era identificada tão somente como (Do Lar). Hoje, elas disputam o mercado de trabalho com os homens em pé de igualdade.

Pressupostos Culturais

Entendo que, em virtude da cultura Latina tremendamente marcada pelo autoritarismo machista de onde vem a nossa formação. Acrescido a isto a predominância da liderança masculina tanto nos governos como nas instituições de cunho cristão, ainda se vê com certa desconfiança o papel da mulher na construção da sociedade. Mas o mundo mudou, e para exercer liderança, não é mais necessário um líder forte, poderoso e autoritário. Atualmente, a idéia que se tem de um líder é alguém que sabe exercer influência positiva sobre pessoas para que as metas propostas sejam alcançadas.

Muitos, no entanto, ainda continuam com a idéia fixa de que o papel da mulher se resume ao de uma criatura feita para cuidar do marido, criar e educar os filhos e satisfazer-se com as prendas domésticas. No mundo de hoje, a mulher ganha cada vez mais espaço e a idéia de coadjuvante está ficando para trás. Os homens desta nova geração reconhecem que precisam compartilhar com a mulher as atribuições da casa, a criação dos filhos e outras tarefas domésticas sem qualquer preconceito.

Pressupostos Eclesiásticos

Até bem pouco tempo agíamos como se as mulheres fossem apenas auxiliares no ministério das igrejas, exercendo funções de menor importância e desempenhando papéis de menor relevância. Ainda existem igrejas onde as mulheres se assentam separadas dos homens e não podem, se quer, subirem ao púlpito para pregar. No entanto, por outro lado, há mais de uma centena de denominações que já consagraram mulheres ao pastorado e tornou-se corriqueira a ordenação feminina ao diaconato, ministério de música, educação religiosa e outros ministérios.

A própria Convenção Batista Brasileira já se pronunciou quanto à participação do elemento feminino na celebração das ordenanças nos campos missionários que estejam localizados em áreas de difícil acesso. Tenho conhecimento de que pelo menos duas convenções estaduais batistas já se manifestaram favoráveis à consagração de mulheres ao pastorado e há algumas mulheres consagradas dirigindo igrejas em convenções que ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Pressupostos Teológicos

Todas as vezes que tentamos interpretar a Palavra de Deus com radicalismo, erramos gravemente porque a Bíblia é um livro contemporâneo e, como tal, precisa ser interpretado à luz da contemporaneidade. A teologia é a mesma, não muda, mas a eclesiologia, os aspectos culturais, os costumes e até mesmo a liturgia devem receber uma nova roupagem e diferente compreensão em tempos diferentes. É isto que torna a Palavra de Deus viva.

No contexto em que foram escritas as cartas paulinas, jamais se poderia admitir uma mulher ocupando função apostólica, pois o judaísmo massacrava as mulheres e as reduzia a uma situação de insignificância, à semelhança do que ainda fazem muitos paises islâmicos radicais. Mesmo assim, Jesus elevou a mulher ao seu lugar de honra, fazendo de algumas delas verdadeiros pilares da obra que iniciou, como foi o caso de Maria Madalena. Paulo advertiu às mulheres santas que ficassem caladas na igreja. Mas imaginar tais palavras sendo ditas às igrejas de hoje seria um absurdo porque estariam fora de contexto.

Quando Paulo fala sobre os dons espirituais em Efésios, 4:11, ele não discrimina sexo ao afirmar que o Espírito Santo deu uns para pastores, outros para evangelistas, etc. Isto me leva a crer que o fato da mulher não ter sido consagrada ao pastorado até o momento se prende tão somente ao aspecto cultural e não bíblico. Uma vez que as mulheres vêm exercendo a contento outros dons que estão na mesma lista de Paulo. Quando diz em I Timóteo 3:2 que o bispo deve ser marido de uma só mulher, também está se baseando em uma fundamentação cultural. Visto que na sociedade de outrora havia a possibilidade do homem ter mais de uma mulher, mas ao bispo não convinha.

Uma Questão Prática

Com o liberalismo feminino, muitas mulheres que freqüentam as igrejas têm sido muito ousadas ao compartilhar assuntos de ordem pessoal, com isto, surge dependência emocional e muitos pastores acabam sendo envolvidos e tendo experiências extraconjugais devido ao despreparo para tratar de problemas conjugais e emocionais com o sexo oposto. Penso que, se tivéssemos mulheres exercendo o pastorado, os pastores poderiam abdicar-se da função de conselheiros de mulheres, passando esta tarefa para as pastoras que porventura tivessem experiência e preparo acadêmico para tratar do assunto, uma vez que a Bíblia não se posiciona de maneira clara sobre o assunto.

Conclusão

Assim sendo, levando em conta que a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e a Convenção Batista Brasileira têm como princípio respeitar a autonomia das igrejas locais, creio que o melhor encaminhamento deste assunto é deixar as igrejas livres para decidirem sobre a matéria à semelhança do que já vêm fazendo na escolha de suas diaconisas. As que sentirem necessidade de ter pastoras, e concordarem com esta prática, promovam a consagração sem incorrerem no risco de sofrer qualquer tipo de retaliação. Pois não consigo ver pecado ou discrepância doutrinária em se consagrar uma mulher ao pastorado. Penso que o assunto deve ser tratado do mesmo modo que se faz com os casos de pastores divorciados e novamente casados. A Bíblia condena, mas muitas igrejas e ordens de pastores exercitando a graça aceitam pacificamente, outras rejeitam, mas ninguém cria divisão por este motivo.



Fonte: http://www.batistas-mg.org.br/Artigo.asp?artigo=63



DEUS É INVENCÍVEL!









NUNCA PARE DE LUTAR
(Ludmila Ferber)






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